O poder da observação no desenho

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Quando estamos aprendendo a desenhar, focamos na técnica e na perfeição das formas. Nosso desejo parece se resumir a reproduzir a realidade com o máximo de fidelidade possível, o que nos leva a treinar muito para atingir esse objetivo. No entanto, acredito que é preciso ir além:  antes de desenhar, precisamos observar.

Em meio a tantas tarefas e responsabilidades que temos no dia a dia, a observação é um ato fundamental para o artista, que precisa parar, respirar, contemplar e, só depois, criar. Ao dedicar-se à observação, nossa mente desenvolve o poder de captar as imagens por meio da perspectiva, do olhar, das texturas e das cores.

Na botânica, por exemplo, ao observar atentamente as plantas, conseguimos notar que uma simples folha tem uma combinação imensa de cores, que por sua vez são uma representação da passagem do tempo. A textura da folha muda conforme o tempo passa, alterando também a pigmentação, ou seja, a cor.

Ao desenvolver o poder de observação, treinamos nossa percepção e capacidade de notar aquilo que representa a passagem do tempo. Assim, ao criar uma aquarela, vamos além da combinação de cores e formas, pois as nuances que enxergamos a partir do ato de observar também se tornam parte da obra.

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